ORIGENS DA LÍNGUA PORTUGUESA-Língua Mãe

ORIGENS DA LÍNGUA PORTUGUESA

A FORMAÇÃO DE PORTUGAL E A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA

Derivou-se o nosso idioma, como língua romântica, do Latim vulgar. É bastante difícil conhecer a língua dos povos habitantes na península Ibérica antes dos Romanos dela se apossarem. Os Romanos ocuparam a Península Ibérica no séc. III antes de nossa Era. Contudo, ela só é incorporada ao Império no ano 197 antes de Cristo. Tal fato não foi pacifico. Houve rebeliões contra o jugo Romano.

O Latim, língua dos conquistadores, foi paulatinamente suplantado a dos povos pré-latinos. “Os turdetanos, e mormente os ribeirinhos do Bétis, adotaram de todos os costumes romanos, e até já nem se lembram da própria língua.” (Estrabão).
O Latim implantado na Península Ibérica não era o adotado por Cícero e outros escritores da época clássica (Latim clássico).

Era sim o denominado Latim Vulgar. O Latim Vulgar era de vocabulário reduzido, falado por aqueles que encaravam a vida pelo lado prático sem as preocupações de estilísticas do falar e do escrever. O Latim Clássico foi conhecido também na Península Ibérica, principalmente nas escolas. Atestam tal verdade os naturais da Península : Quintiliano e Sêneca.

O Português vem do Latim vulgar
Sabe-se que o latim era uma língua corrente de Roma. Roma, destinada pela sorte e valor de suas bases, conquista, através de seus soldados, regiões imensas. Com as conquistas vai o latim sendo levado a todos os rincões pelos soldados romanos, pelos colonos, pelos homens de negócios. As viagens favoreciam a difusão do latim.

Primeiramente o latim se expande por toda a Itália, depois pela Córsega e Sardenha, plenas províncias do oeste do domínio colonial, pela Gália, pela Espanha, pelo norte e nordeste da Récia, pelo leste da Dácia. O latim se difundiu acarretando falares diversos de conformidade com as regiões e povoados, surgindo daí as línguas românticas ou novilatinas.

Românticas porque tiveram a mesma origem: ao latim vulgar. Essas línguas são, na verdade, continuação do latim vulgar. Essas línguas românticas são: português, espanhol, catalão, provençal francês, italiano, rético, sardo e romeno.
No lado ocidental da Península Ibérica o latim sentiu certas influencias e apresenta características especiais que o distinguiam do “modus loquendi” de outras regiões onde se formavam e se desenvolviam as línguas românticas. Foi nesta região ocidental que se fixaram os suevos.

Foram os povos bárbaros que invadiram a península, todos de origem germânica Sucederam-se nas invasões os vândalos, os suevos (fixaram-se no norte da península que mais tarde pertenceria a Portugal), os visigodos. Esses povos eram atrasados de cultura. Admitiram os costumes dos vencidos juntamente com a língua regional. É normal entender a influencia desses povos bárbaros foi grande sobre o latim que aí se falava, nessa altura bastante modificado.

Formação de Portugal
No século V, vários grupos bárbaros entraram na região ibérica, destruindo a organização política e administrativa dos romanos. Entretanto é interessante notar o domínio político não corresponde a um domínio cultural, os bárbaros sofreram um processo de romanização. Neste período formaram-se uma sociedade distinta em três níveis: clero, os ricos e políticos poderosos; a nobreza, proprietários e militares; e o povo.

No século VII essa situação sofre profundas mudanças devido a invasão muçulmana, estendendo -se assim o domínio árabe variando de regiões, e tinha sua maior concentração na região sul da Península, e o norte não conquistado servia de refúgio aos cristãos e lá organizaram a luta de reconquista, que visava a retomado do território tomado pelos árabes.

No que a Reconquista progredia a estrutura de poder e a organização territorial vão ganhando novos contornos; os reino do norte da Península (Leão, Castela, Aragão) estendem suas fronteiras para o sul, o reino de Leão passa a pertencer a o Condato Portucalense.

No fim do século XI, o norte da Península era governado por o rei Afonso VI, pretendendo expulsar todos os muçulmanos, vieram cavaleiros de todas as partes para lutar contra os mouros, dentre os quais dois nobres de borgonhas: Raimundo e seu primo Henrique. Afonso VI tinha duas filhas: Urraca e Teresa. O rei promoveu o casamento de Urraca e Raimundo e lhe deu como dote o governo de Galiza; pouco depois casou Teresa com Henrique e lhe deu o governo do Condato Portucalense. D. Henrique continua a luta contra os mouros e anexando os novos territórios ao seu condato, que vai ganhado os contornos do que hoje é Portugal.

Em 1128, Afonso Henriques – filho de Henrique e Teresa- proclamou a independência do Condato Portucalense, entrando em luta com as forças do reino de Leão. Quando em 1185 morre Afonso Henriques, os muçulmanos dominavam somente o sul de Portugal. Sucede a Afonso Henriques o rei D. Sancho, que continuava a lutar contra os mouros até sua expulsão total.. Dessa forma consolida-se a primeira dinastia portuguesa: a Dinastia de Borgonhas.

A SOCIEDADE

A formação de Portugal ocorreu num período de grande transição em que se percebe que o sistema feudal em crise e, em contrapartida, o crescimento de em áreas urbanas. Então este período se resume ao período de transição do feudalismo para as atividades econômicas, como os mercadores e os negociantes de dinheiro.

EVOLUÇÃO DA LINGUA PORTUGUESA

A formação e a própria evolução da língua portuguesa contam com um elemento decisivo: o domínio romano, sem desprezar por completo a influência das diversas línguas faladas na região antes do domínio romano sobre o latim vulgar, o latim passou por diversificações, dando origem a dialetos que se denominava romanço ( do latim romanice que significava, falar a maneira dos romanos).

Com várias invasões barbaras no século V, e a queda do Império Romano no Ocidente, surgiram vários destes dialetos, e numa evolução constituíram-se as línguas modernas conhecidas como: neolatinas. Na Península Ibérica, várias línguas se formaram, entre elas o catalão, o castelhano, o galego-português, deste último resultou a língua portuguesa.

O galego-português, era uma língua limitada a todo Ocidente da Península, correspondendo aos territórios da Galiza e de Portugal, Cronologicamente limitado entre os séculos XII e XIV, coincidindo ocom o período da Reconquista. Na entrada do século XIV, percebe-se maior influência dos falares do sul, notadamente na região de Lisboa; aumentando assim as diferenças entre o galego e o português.

O galego apareceu durante o século XII e XV, aparecendo tanto em documentos oficiais da região de Galiza como em obras poéticas. Apartir do século XVI, com o domínio de Castela, introduz-se o castelhano como língua oficial, e o galego tem sua importância relegada a plano secundário.

Já o português, desde a consolidação da autonomia política e, mais tarde, com a dilatação do império luso, consagra-se como língua oficial. Da evolução da língua portuguesa destaca-se alguns períodos: fase proto-histórica, do Português arcaico e do Português moderno.

FASES HISTÓRICAS DO PORTUGUÊS

Fase proto-histórica
Anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade do latim usado apenas em documentos e por isso também chamado de latim tabaliônico ou dos tabeliões).

Fase do português arcáico
Do século XII ao século XVI, corresponde dois períodos:
a)do século XII ao século XIV, com textos em galego-português;
b)do século XIV ao século XVI, com a separação do galego e o português.

Fase do português moderno
A partir do século XVI, quando a língua portuguesa se uniformiza e adquiri as caracteristicas do português atual. A rica literatura renascente portuguesa, produzida por Camões, teve papel fundamental nesse processo. As primeiras gramáticas e dicionários da língua portuguesa também surgiram do século XVI.

GEOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

O atual quadro das regiões de língua portuguesa se deve as expansões territorial lusitana ocorrida no século XV a XVI. Assim que o língua portuguesa partiu do ocidente lusitano , entrou por todos os continentes: América (com o Brasil), África (Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, Moçambique, República Democrática de São Tomé e Príncipe), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), e Oceania (Timor), além das ilhas atlânticas próximas da costa africana ( Açores e Madeira), que fazem parte do estado português.

Em alguns países o português é a língua oficial (República Democrática de São Tomé e Príncipe, o Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde), e apesar de incorporações de vocábulos nativos de modificações de pronúncia, mantêm uma unidade com o português de Portugal.

Em outros locais, surgiram dialetos originários do português. E também regiões em que essa língua é falada apenas por uma peguena parte da população, como em Hong Kong e Sri Lanka.

Bibliografia: NICOLA, José de, Língua, Literatura e Redação, 6ª ed., Editora Scipione,1994 e TERSARIOL, Alpheu, Biblioteca da língua portuguesa, 14ª ed., Editorial Irradiação S.A.- São Paulo, 1970.

MOMENTO DE MUDANÇA

Agora vamos verificar algumas alterações que nossa Língua Portuguesa sofreu no contexto ORTOGRÁFICO!!!


Novo Acordo Ortográfico – Português para Vestibulares, Concursos e Nível Superior

» Perguntas e Respostas sobre dúvidas freqüentes da língua portuguesa
Acentuação
As palavras analisá-lo, estudá-lo, compreendê-la e acorrentá-lo são acentuadas?

As formas verbais oxítonas (a sílaba tônica é a última) terminadas em a, e ou o, seguidas de lo, la, los, las recebem acento.
As terminadas em i recebem acento somente se o i formar hiato (duas vogais lado a lado) com a vogal anterior. Todos os verbos apresentados, então, são acentuados: analisá-lo, estudá-lo, compreendê-la, acorrentá-lo, utilizá-la.
Todas as proparoxítonas são acentuadas?

Todas as palavras proparoxítonas pertencentes à Língua Portuguesa são acentuadas.
Existem, porém, algumas palavras estrangeiras bastante usadas no Brasil que, por não pertencerem ao nosso idioma, não recebem acento.
Ex.: Habitat: (Pronuncia-se hábita) Palavra latina, cujo significado é conjunto de circunstâncias físicas e geográficas que oferece condições favoráveis à vida e ao desenvolvimento de determinada espécie animal ou vegetal ou local onde algo é geralmente encontrado ou onde alguém se sente em seu ambiente ideal.
Performance: Palavra de origem inglesa, cujo significado é exercício de atuar, de desempenhar; atuação, desempenho.
Per capita: Expressão latina, cujo significado é por cab

Acentuação Gráfica (12)
– Como o “acento grave” deve ser empregado?
O acento grave é utilizado exclusivamente para indicar a crase da preposição a com os artigos a, as e com os demonstrativos a, as, aquele(s), aquela(s), aquilo: à, às, àquele(s), àquela(s), àquilo.
– Como o chamado “acento diferencial” deve ser empregado?
O acento diferencial (que pode ser circunflexo ou agudo) é empregado como sinal distintivo de vocábulos homógrafos, nos seguintes casos:
• Para distinguir homógrafos tônicos de átonos:
Ás (carta de baralho, piloto exímio) / as (artigo feminino plural)
Pára (verbo / para (preposição)
Péla, pélas (substantivo e verbo) / pela, pelas (contrações de per + a, per + as)
Pélo (verbo) / pêlo, pêlos (substantivo) / pelo, pelos (per + o, per + os)
Pólo, pólos (extremidade, jogo) / pôlo, pôlos (falcão) / pólo (contração arcaica de por + o)
Pêra (fruta) / péra ou péra-fita (grande pedra antiga, fincada no chão) / pêra (preposição arcaica)
Pôr (verbo) / por (preposição)
Côa, côas (verbo coar) / coa, coas (contrações com + a, com + as)
Quê (substantivo, pronome em fim de frase) / que (conjunção)
Porquê (substantivo: motivo, causa) / porque (conjunção)

– Como se classificam os vocábulos de duas ou mais sílabas quanto à disposição do acento tônico?
Em português, quanto à posição do acento tônico, os vocábulos de duas ou mais sílabas classificam-se em:
Oxítonos – o acento tônico recai na última sílaba:
Exemplos: café -material -principal -escritor -maracujá -rapaz
Paroxítonos – o acento tônico recai na penúltima sílaba:
Exemplos: barro -poderoso -mesa -lápis -montanha -imensidade
Proparoxítonos – o acento tônico recai na antepenúltima sílaba:
Exemplos: sólida -felicíssimo -árvore -quilômetro -México
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– Quais são as exceções para acentuação dos vocábulos paroxítonos?
Como toda regra tem exceção, vamos a elas:
1ª) Não se acentuam os vocábulos paroxítonos terminados em -ens:
Exemplos: imagens, edens, itens, jovens, nuvens, etc.
2ª) Também não se acentuam os prefixos anti, semi e super, por serem considerados elementos átonos:
Exemplos: semi-selvagem, super-homem, anti-rábico.
3ª) Não se acentua um paroxítono somente porque sua vogal é fechada ou aberta. Impróprio seria o acento gráfico, por exemplo, em cedo, este, espelho, aparelho, cela, janela, socorro, pessoa, dores, flores, solo, esforços, famoso, famosa.

– Quais são as regras de acentuação para os ditongos?
• Como regra devem ser acentuados a vogal dos ditongos abertos -éi, -éu, -oi, quando tônicos:
Exemplos: anéis, atéia, européia, assembléia, papéis, idéia, traquéia, estréio, estréiam, troféu, véu, chapéu, céus, mausoléu, herói, Niterói, jibóia, sóis, anzóis, faróis, jóia, rouxinóis, tireóide, destrói, eu apóio, eles apóiam, etc.
• Existem certos ditongos que também não se acentuam. São eles:
a) quando fechados:
Exemplos: areia, ateu, joio, tamoio, o apoio, etc.
b) quando subtônicos:
Exemplos: ideiazinha, chapeuzinho, heroizinho, tireoidite, heroicamente, etc.
E como última regra sobre acentuação de ditongos, têm-se que não se acentua a vogal tônica dos ditongos -iu e -ui, quando precedida de vogal:
Exemplos: saiu, atraiu, contraiu, contribuiu, distribuiu, pauis, etc.

– Quais são as regras de acentuação para os grupos “gue, gui, que, qui”?
• Coloca-se acento agudo sobre o u desses grupos, quando é proferido e tônico:
Exemplos: averigúe, averigúes, averigúem, apazigúe, apazigúem, obliqúe, obliqúes, obliqúem, argúis, argúi, argúem, etc.
• Quando átono, o referido u receberá trema:
Exemplos: agüentar, lingüeta, ungüento, lingüiça, lingüística, argüir, argüimos, argüia, argüi, argüiu, freqüente, eloqüente, delinqüência, delinqüir, tranqüilo, cinqüenta, enxagüei, pingüim, seqüestro, etc.
Nota: O uso do trema é facultativo quando é facultativa a pronúncia do -u-.
Exemplos: eqüidade ou equidade, lânguido ou lânguido, eqüivaler ou equivaler, sangüíneo ou sanguíneo, etc.

– Quais são as regras de acentuação para os hiatos?
• Acentuam-se, via de regra, o i e o u tônicos, em hiato com vogal ou ditongo anterior, formando sílaba sozinhos ou com s:
Exemplos: saída (sa – í – da), saúde (sa – ú – de), faísca (fa – is – ca), feiúra (fei – ú – ra), caía (ca – í – a), saíra, egoísta, heroína, caí, Xuí, Luís, uísque, balaústre, juízo, país, cafeína, baú, baús, Grajaú, saímos, eletroímã, reúne, construía, proíbem, Bocaiúva, influí, destruí-lo, etc.
Razão do acento gráfico: indicar hiato, impedir a ditongação.
Veja e compare: caí e cai, doído e doido, saúde e caule.
• No caso acima, não se acentuam o i e o u:
a) quando seguidos de nh:
Exemplos: rainha, fuinha, moinho, lagoinha
b) quando formam sílaba com letra que não seja s:
Exemplos: cair (ca – ir), sairmos, saindo, juiz, ainda, diurno, Raul, ruim, cauim, amendoim, saiu (sa – iu), contribuiu, instruiu, etc.
Razão da ausência do acento gráfico: não é possível a ditongação nesses casos.
Deve-se colocar acento circunflexo na primeira vogal dos hiatos ôo e êe, quando for tônica:
Exemplos: vôo, vôos, enjôo, abotôo, crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, prevêem
Observação: Alguns gramáticos como “Domingos Paschoal Cegalla” por exemplo, acham o acento, nestes casos, inúteis e desnecessários e que portanto, deveriam ser abolidos.
Fora os casos previstos acima, não se acentuam os hiatos. Portanto, escreveremos sem acento:
Exemplos: Saara, caolho, aorta, semeemos, semeeis, lagoa, pessoa, boa, abotoa, Mooca, moeda, poeta, voe, perdoe, abençoe, etc.
Nota: É importante saber que existem hiatos acentuados não por serem hiatos, mas por outras razões. Acentua-se, por exemplo:
– Poético, por ser vocábulo proparoxítono;
– Beócio e boêmio, porque terminam em ditongo crescente;
– jaó, por ser vocábulo oxítono terminado em -o.

– Quais são as regras de acentuação para os monossílabos tônicos?
Como regra acentuam-se os monossílabos tônicos:
a) terminados em -a, -e, -o, seguidos, ou não, de s:
Exemplos: há, pá, pás, má, más, gás, pé, pés, dê, dês, mês, três, crê, só, nó, nós, pôs, etc.
b) que encerram os ditongos abertos -éi, -eu, -oi:
Exemplos: véu, véus, réis, dói, sóis, etc.
• Não se acentuam os monossílabos tônicos com outras terminações:
Exemplos: ri, bis, ver, vez, sol, pus, mau, maus, Zeus, dor, flor, etc.
• Novamente como toda regra possui exceção, vamos a ela:
Acentuam-se os verbos pôr, têm (plural) e vêm (plural), porque existem os homógrafos por (preposição átona), tem (singular) e vem (singular): ” Eles têm autoridade: vêm pôr ordem na cidade.” (Cegalla)

– Quais são as regras de acentuação para os vocábulos oxítonos?
Devem ser acentuados com o competente acento os vocábulos oxítonos terminados em:
• -a, -e, -o, seguidos, ou não, de s:
Exemplos: Pará, vatapá, cajá, , quiçá, Satanás, xará, xarás, gambá, será, serás, pajé, através, cortês, Tietê, você, freguês, café, jacarés, jiló, supôs, paletó, cipó, mocotó, vovô, avós, vovó, após, dominó.
Dica: Devem ser acentuadas as formas verbais terminadas em -a, -e, -o, tônicas, seguidas de pronomes complementos -lo, -la, -los, -las.
Exemplos: -a: amá-lo, louvá-la, acompanhá-las, fá-lo-ás, ouvi-la-ás, desejá-los-íamos, etc.
-e: conhecê-lo, vê-la, movê-los, percebê-las, convencê-los, resolvê-la-íeis, etc.
-o: compô-lo, dispô-la, propô-los, repô-las, indispô-lo-emos, etc.
• Devem ser acentuados os vocábulos oxítonos terminados em -em, -ens (em palavras de duas ou mais sílabas):
Exemplos: além, desdém, alguém, vintém, parabéns, também, ninguém, armazém, armazéns, ele contém, tu conténs, ele convém, ele mantém, ele intervém, etc.
É importante saber que devemos colocar acento circunflexo na sílaba tônica das formas verbais de terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir, e de seus derivados:
Exemplos: Eles contêm, detêm, obtêm, retêm, etc.
Eles convêm, intervêm, provêm, sobrevêm, etc.
• São acentuados os vocábulos oxítonos terminadosem -éis, -éu(s), -ói (s):
Exemplos: fiéis, chapéu, chapéus, herói, heróis
• Como regra não devem ser acentuados os oxítonos terminados em -i(s), -u(s):
Exemplos: aqui, juriti, juritis, saci, bambu, bambus, zebu, puni-los, reduzi-los

– Quais são as regras de acentuação para os vocábulos paroxítonos?

Como regra geral devem ser acentuados com o competente acento os vocábulos paroxítonos terminados em:
• ditongo crescente, seguido, ou não, de s:
Exemplos: sábio, róseo, Gávea, planície, nódoa, régua, árdua, espontâneo, ânsia, decência, boêmia, ciência, cerimônia, tênues, errôneo, ingênuo, azáleas, vitórias, calvície, espécie, colégio, estádio, ginásio, pátios, amêndoas, páscoa, mágoas, água, tênue, contínuo, ingênuo, etc.
• -i, -is, -us, -um, -uns:
Exemplos: táxi, grátis, júri, biquíni, tênis, lápis, bônus, vírus, Vênus, álbum, álbuns, médium, médiuns, fórum, etc.
• -l, -n, -r, -x, -nos, -os:
Exemplos: afável, ágil, desejável, hábil, níquel, solúvel, túnel, volúvel, fácil, móvel, cônsul, hífen, pólen, cânon, elétron, revólver, vômer, mártir, açúcar, cadáver, caráter, néctar, látex, fênix, Félix, tórax, abdômen, éden, hífen, pólen, sêmen, elétrons, bíceps, fórceps, etc.
• -ei, -eis:
Exemplos: jóquei, vôlei, fósseis, úteis, fizésseis, lêsseis, fáceis, túneis, etc.
• -ã, -ãs, -ão, -ãos:
Exemplos: ímã, ímãs, órfã, órfãs, sótãos, órgão, bênção, bênçãos, etc.

– Quais são as regras de acentuação para os vocábulos proparoxítonos?
Como regra geral todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica:
• Com acento agudo se a vogal tônica for i, u ou a, e, o abertos:
Exemplos: xícara, úmido, queríamos, lágrima, término, déssemos, lógico, binóculo, colocássemos, inúmeros, polígono, álcool, bígamo, bárbaro, cálice, chácara, cúpula, déspota, fúnebre, hálito, náufrago, sílaba, taquígrafo, técnico, vértice, vermífugo, etc.
• Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal:
Exemplos: ângulo, êxodo, lâmpada, pêssego, esplêndido, cândido, cônjuge, pêndulo, lêssemos, estômago, sôfrego, fôssemos, quilômetro, sonâmbulo, ônibus, quilômetro, etc.

– Qual é a exceção para acentuação dos vocábulos oxítonos?

Mas como toda regra tem exceção, vamos lá:
• O i e o u serão acentuados quando precedidos de vogal átona com a qual formem hiato:
Exemplos: saí, Piraí, Jarareí, Jaú, Camboriú, sucuriú, baú, baús, saís, Luís, instruí-los.

Profª. Gleide Castro.

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4 comentários em “ORIGENS DA LÍNGUA PORTUGUESA-Língua Mãe”

    1. Obrigada, Renildo! saiba que o nosso curso de Letras é uma viagem superinteressante pelo mundo humano da linguagem, seja ela oral, seja escrita…o processo dos históricos linguísticos, desde os primeiros escritos da proto-língua, língua materna (que para mim é uma mãe mesmo, rsrssr, no sentido de suportar e sustentar as vaidades das linguas-filhas, suas variantes e seus conceitos e preconceitos (Marcos Bagno)… )
      Querido, esteja à vontade para pesquisar no meu blog, e aproveite leia o meu livro de literatura juvenil que está à venda neste site https://agbook.com.br/book/139641–As_Aventuras_e_Desventuras_de_Laura_Lorin

      Abraços.

      Gleide Castro.

    1. Línguas românicas Origem: navegação, pesquisa Românica.

      Distribuição geográfica: Originalmente na Europa meridional e partes do norte da África; agora também na América Latina, Canadá, partes do Líbano, grande parte da África Ocidental, maior parte do norte da África e partes do Corno de África e África Austral.
      Classificação
      genética: Indo-europeia
      Itálico
      Românica
      Subdivisões: Românico ocidental (ou Ítalo-ocidental)

      Românico oriental

      Línguas românicas no mundo.

      As chamadas línguas românicas, também conhecidas como línguas latinas ou línguas neolatinas, são idiomas que integram o vasto conjunto das línguas indo-europeias que se originaram da evolução do latim, principalmente do latim vulgar, falado pelas classes mais populares.

      Atualmente, essas línguas são representadas pelos seguintes idiomas mais conhecidos e mais falados no mundo: o português, o espanhol (também divergido como castelhano), o italiano, o francês e o romeno. Há, também, uma grande quantidade de idiomas usados por grupos minoritários de falantes, como:

      nas diferentes regiões da Espanha, onde são falados o catalão (que tem o valenciano como um dialeto seu), o aragonês, o galego, o asturiano e o leonês;
      em Portugal, onde é falado o mirandês;
      nas diferentes regiões da Itália, onde são falados o vêneto, o lígure, o siciliano, o piemontês, o napolitano (com as suas variações dialetais) e o sardo;
      no sul da França, onde são falados o occitano (que tem o provençal como um dialeto seu) e outras línguas dialetais derivadas do próprio idioma; e
      na Suíça, onde é falado o romanche.
      No extremo norte da França e no sul da Bélgica, são falados dois idiomas também românicos: o valão e o picardo. O dalmático, falado na antiga Dalmácia, na região dos Bálcãs, e o rético, falado na Récia, antiga província do Império Romano localizada ao norte da Itália, são línguas românicas atualmente extintas (ver: Romania submersa). O rético derivou as chamadas línguas reto-românicas (dentre as quais inclui-se o romanche) faladas na Suíça e no norte da Itália.

      As línguas românicas são a continuação do latim vulgar, o popular dialeto do latim falado pelos soldados, colonos e mercadores do Império Romano, que se distinguia da forma clássica da língua falada pelas classes superiores romanas, a forma em que a língua era geralmente escrita.

      Entre 350 a.C. e 150 d.C, a expansão do Império, juntamente com as suas políticas administrativas e educacionais, fez com que a língua latina fosse a dominante na parte continental da Europa Ocidental. O latim exerceu também uma forte influência noutros pontos geográficos, nomeadamente no sudeste da Inglaterra, na província romana da África e na zona dos Bálcãs ao norte da Linha Jireček.

      Durante o declínio do Império Romano do Ocidente, e após a sua fragmentação e consequente colapso no século V, variedades do latim começaram a surgir em cada local de forma acelerada, eventualmente evoluindo cada qual para um continuum de diferentes tipologias. Os impérios ultramarinos estabelecidos por Portugal, Espanha e França do século XV em diante espalharam as suas respectivas línguas por outros continentes, de tal forma que cerca de 70% de todos os falantes de línguas românicas vivem hoje fora da Europa.

      Apesar das influências de línguas pré-romanas e das invasões, a fonologia, morfologia, léxico e sintaxe de todas as línguas românicas são predominantemente uma evolução do latim vulgar. Em particular, com apenas uma ou duas exceções, as línguas românicas perderam o sistema de declinação presente no latim e, como resultado, têm estrutura de frase SVO (Substantivo – Verbo – Objeto) e fazem amplo uso de preposições.

      Línguas Neolatinas na Europa.
      Há aproximadamente 900 milhões de pessoas que falam alguma língua românica no mundo, o que faz esse ramo ter o maior número de falantes da família indo-europeia, a frente do ramo germânico, que possui mais de 730 milhões de falantes.

      Romania submersa: territórios das línguas românicas extintas (em preto).O termo “românico” vem do advérbio do latim vulgar romanice, derivado do latim formal Romanicus: por exemplo, na expressão romanice Loqui, “falar em Romance” (isto é, no latim vernáculo), contrastando com Loqui latine, para falar em lingua Latina “(em latim medieval, a versão conservadora da língua utilizada na escrita e contextos formais ou como língua franca), e com barbarice Loqui, ” falar em Bárbaro “(as línguas não-latinas dos povos que conquistaram o Império Romano). A partir deste advérbio se originou o substantivo românico, que foi aplicado inicialmente a qualquer coisa escrita em românico, ou no Romano vernáculo.

      A palavra “romântico” com o sentido moderno de “romance” ou amor tem a mesma origem. Enquanto a literatura medieval da Europa Ocidental era escrita normalmente em latim, os contos populares, muitas vezes centrados no amor, foram compostas no vernáculo, o qual foi chamado “romântico” (românico).

      – Maestro Alexandre, quanto à palavra condato, desconsidere, porque foi apenas um erro de grafia, e não faça tempestade em um copo de água por causa da alteração de um único fone 🙂 :)….sei que um acento fora de lugar, um fone , verdadeiramente altera(m) todo o significado de um lexema—> (estrutura interna e externa das palavras- signo linguístico- sintágmas e paradígmas), todavia, acontecem tais deslizes, e que por sinal não foi meu. O texto que você colocou em discussão foi desenvolvido por outra pessoa, que eu até mesmo desconheço. Simplesmente as pessoas têm a liberdade de expor e colocar as suas informações da forma que melhor lhes convêm, ainda que para isso tais escritos gerem pequenas ou grandes discussões e debates.

      – De qualquer forma, obrigada pela observação por você feita!
      Fique à vontade para elogiar ou criticar. O meu blog é público, logo está sujeito ao parecer crítico do público-leitor.

      Um grande abraço, querido.

      Gleide Castro.

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