ANÁLISE DO FILME “A COLCHA DE RETALHOS”

ANÁLISE DO FILME “COLCHA DE RETALHOS” O filme Colcha de retalhos narra as experiências de vida de um grupo de mulheres maduras, que costumam reunir-se a cada ano para confeccionar uma colcha de retalhos. Cada uma delas borda um pedaço de pano que é algo relacionado com o sentimento de cada uma delas, no final elas unem todos os pedaços formando uma linda colcha artesanal, mostrando através desses bordados o momento em que elas foram realmente felizes. Todas essas histórias foram objetos de estudo de tese da mestranda Finn uma jovem, que se encontra dividida entre casar-se com o homem que ama e sua liberdade. Naquele ano em que ela está prestes a se casar com Sam, resolve passar três meses na casa de suas tias Jaci e Gladi (sua avó e tia avó), em uma cidade mais calma. Na casa o grupo de mulheres confecciona uma colcha para presenteá-la, e o tema escolhido por todas elas é “onde mora o amor”. No decorrer do filme, Finn fica conhecendo as histórias e segredos de cada uma daquelas senhoras, e isto serve para que ela vá, aos poucos, refletindo sobre o que realmente quer de sua vida. No início do filme pode-se observar em uma cena, que foca o desenrolar de um carretel de linha, fazendo uma comparação entre este procedimento e a vida do ser humano: a vida se desenrola aos poucos, em uma seqüência, exatamente da mesma forma que o rolo de linha. O filme trata em separado a experiência de cada uma daquelas senhoras, as história são ricas em significação. As primeiras a contarem seus segredos é a tia e a avó Jaci Gladi. Ao encontrar-se desesperada pelo fato de seu marido estar á beira da morte, acaba envolvendo-se, com o marido de Gladi. Na mesma cena em que Gladi descobre a traição do marido com a irmã, há construção de metáfora: ela quebra tudo o que vê pela frente, recolhe todos os cacos e faz obras de arte nas paredes de sua casa. A próxima história a ser revelada é a de Sofia. Quando jovem, era nadadora e sonhava em seguir carreira, mas com um casamento precoce fez com que ela abandonasse todos. Nesta história pode-se destacar uma antítese: ela era nadadora e ele geólogo, ou seja, ela era água e ele a terra. Há também uma metáfora do laguinho que ele construíra para ela. Compensação por ela ter abandonado a natação. A seguinte é de Em que conta pessoalmente a sua história para Finn. Ela é casada com um artista, um pintor, que traía muito, desde o início de seu casamento. Neste episódio aparece como símbolo o vermelho, cor em que o artista tenta pintar o retrato de sua musa, mas não consegue, de tão grande que sua beleza e o desejo que sente por ela. A personagem conta sua história, pronuncia a frase “A fêmea fica no ninho enquanto o macho sai para exibir suas penas”, Faz uma alusão ao machismo e a posição submissa da mulher perante ao marido.

Outra daquelas senhoras, narra a Finn que ama seu falecido marido, mas estava fragilizada com a perda e acabou cedendo aos encantos do marido de Em. As últimas a revelarem suas histórias são a de Ana e Mariana (mãe e filha).Neste trecho do filme o símbolo é o corvo que simboliza a garra e a perseverança da mulher negra; onde Mariana, é uma mulher experiente que viveu em Paris e teve muitos homens, mas aquele que ela realmente quis ela não pode ter. Este homem representa a fidelidade, pois recusou sair com ela porque amava sua esposa. Uma antítese pode ser perfeitamente percebida no que se refere á experiência daquelas mulheres e a sede de Finn em viver intensamente. Antítese relevante diz respeito ás irmãs Gladi e Jaci em oposição a Sofia. Enquanto as primeiras mostram-se alegres e felizes, apesar de tudo, o que lhes aconteceu à segunda mostra-se mal-humorada e infeliz. Outro símbolo que aparece no filme é o morango. Ele representa a paixão proibida e o desejo que envolve Finn e um rapaz do povoado que ela sentiu-se muito atraída. Também acontece um vendaval que aparece como uma metáfora das idéias da moça.Sua cabeça está confusa principalmente depois da conversa com sua mãe: tudo o que a mãe lhe ensinará, agora, entretanto, a mãe agora afirmava que estava enganada. Depois do vendaval tudo ficou mais clara para Finn, e também para outras pessoas. Sofia ao sentar-se no laguinho pela primeira vez, começa a encarar a vida com mais alegria, pois procura lembrar-se apenas dos momentos bons em que viveu. Em, ao entrar no atelier do marido para proteger-se do vendaval, descobre que era a única mulher que ele realmente amou, entrando lá percebeu que só havia seus retratos. Gladi também quebra todas aquelas paredes com cacos de vidro, significa que passou o ressentimento, ela perdoou sua irmã da traição. No final do filme, sua avó a cobre com a colcha que elas confeccionaram então ao acordar enrolada pela colcha de retalhos, o corvo aparece novamente e vai guiando até a escolha certa de que seu verdadeiro amor é o Sam. Ofilme todo é uma alegoria.

11 opiniões sobre “ANÁLISE DO FILME “A COLCHA DE RETALHOS””

  1. Excelente análise, teacher! obrigada por apresentar aos internautas esse espaço glamouroso rico em informações linguísticas, literárias e entre outras superinteressantes.
    Parabéns pelo blog!

  2. Realmente basico mas rico em conhecimento…estou cursando meu 1º semestre e ja temos esta ”missao” da colcha de retalhos a fazer tenho certeza que será uma experiência incrivel..

    1. 🙂 Olá, Andreza!
      Primeiramente, obrigada por visitar o nosso blog, porque ele é também seu, segundo por por ser alguém que enveredou no mundo das Letras, isso é maravilhoso e rico para o indivíduo que busca o conhecimento da leitura e escrita de mundo.

      Faça um excelente mergulho no filme e no conteúdo: A Colcha de Retalhos.
      Grande abraço, querida!

      Gleide Castro.

    2. 🙂 Olá, Andreza!
      Primeiramente, obrigada por visitar o nosso blog, porque ele é também seu, segundo por por ser alguém que enveredou no mundo das Letras, isso é maravilhoso e rico para o indivíduo que busca o conhecimento da leitura e escrita de mundo.

      Faça um excelente mergulho no filme e em no conteúdo: A Colcha de Retalhos.
      Grande abraço, querida!

      Gleide Castro.

  3. Lembrei-me do filme O carteiro e o Poeta, quando Mário pergunta a Pablo Neruda “O que é uma metáfora?” Realmente o filme Colcha de Retalhos é muito rico nesta figura de linguagem, Gostei de sua análise, muito importante para o exercício de minha profissão de psicologo

    1. Olá. Manoel! Que rico seu comentário :)! Para mim, suas palavras, como profissional não só da educação (creio eu), mas também da psicologia, representa um alimento, um tônico que fortalece e me leva a continuar manifestando minha opinião, análises e trabalhos de compartilhamentos para um público vasto e eclético que sempre costuma marcar presença, aqui, neste Blog. Mais uma vez, eu lhe agradeço, Manoel! Seja sempre bem-vindo!

      Abraços,

      Gleide Castro.

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